12:23

Algumas pessoas nunca enlouquecem. Que vida horrível elas devem levar…

Bukowski  (via inloveandshit)

6:53
À quem se interessar.

Eu costumava me orgulhar das coisas que eu escrevia aqui, dos conselhos que eu dava como se fosse exatamente o que eu faria – e talvez fosse o que eu pretendesse fazer, se tiver a coragem que eu imaginava que poderiam ter. Eu adorava esse lugar, e como eu me sentia sendo a “Louise”.  Eu costumava me orgulhar do que eu era aqui. E o que eu era aqui, era obviamente parte de mim. Eu realmente sentia as coisas que eu digitava, e realmente imaginava as coisas que descrevia. Eu era aquela mulher com alma de menina, e uma casa sem vizinhos. Eu tinha aquele carteiro, eu sentia o cheiro das minhas rosas. Eu via os pássaros que passavam por cima daquele telhado, desejando “bom dia” com aquele som doce e calmo. Eu podia respirar a paz daquele lugar, enquanto me imaginava naquela sala, com uma caneta meio antiga e falha, respondendo as cartas que eu adorava receber de vocês. Talvez aquilo tudo, me fizesse mais bem, do que eu pude proporcionar pra qualquer um que veio até aqui me escrever. Mas eu me esforcei, eu tentei aliviar as dores, para que pudessem pensar melhor, e saber o que fazer. Eu tentei fazer o melhor que pude, e quando eu sentia que podia ter feito melhor, isso até me angustiava. Sinto saudade da “Lo”, do meu antigo carteiro, da minha antiga casinha, de vocês, e daqui. E não queria perder tudo isso.

P.s.: E de você também, Annabeth.

Da dramática (ou só sincera), Louise.

3:57

8:18

10:25

Faltam palavras, descrições, canções. Falta tanta coisa para sentir o que um dia sentimos. Falta coragem de assumir, coragem de esquecer, coragem de fazer diferente mesmo quando o que se sente continua igual. E hoje, ao pensar no que escrever eu só consigo me lembrar de uma frase: “Te amo tanto, tanto, tanto que te deixo em paz.” E sei que você vai ler, e vai me dizer que leu e vai me perguntar se era pra você. E mais uma vez vai me dizer que não quer me machucar. E eu vou entender. Não vou cobrar nada porque já fomos longe demais. E no fundo eu só quero que você guarde um pouco mais. E que daqui a muitos e muitos anos nossa memória consiga se lembrar dos nossos jeitos, sorrisos e momentos. Que o tempo nos permita alguns reencontros sem culpas porque é bom sentir sempre mais uma vez. Porque mesmo a gente voltando para outros abraços só o nosso valerá a pena.

— (Tati Bernardi)

7:54

7:53

A princípio bastaria ter saúde, dinheiro e amor, o que já é um pacote louvável, mas nossos desejos são ainda mais complexos. Não basta que a gente esteja sem febre: queremos, além de saúde, ser magérrimos, sarados, irresistíveis. Dinheiro? Não basta termos para pagar o aluguel, a comida e o cinema: queremos a piscina olímpica e uma temporada num spa cinco estrelas. E quanto ao amor? Ah, o amor… não basta termos alguém com quem podemos conversar, dividir uma pizza e fazer sexo de vez em quando. Isso é pensar pequeno: queremos AMOR, todinho maiúsculo. Queremos estar visceralmente apaixonados, queremos ser surpreendidos por declarações e presentes inesperados, queremos jantar a luz de velas de segunda a domingo, queremos sexo selvagem e diário, queremos ser felizes assim e não de outro jeito. É o que dá ver tanta televisão. Simplesmente esquecemos de tentar ser felizes de uma forma mais realista. Ter um parceiro constante pode ou não, ser sinônimo de felicidade. Você pode ser feliz solteiro, feliz com uns romances ocasionais, feliz com um parceiro, feliz sem nenhum. Não existe amor minúsculo, principalmente quando se trata de amor-próprio. Dinheiro é uma benção. Quem tem, precisa aproveitá-lo, gastá-lo, usufruí-lo. Não perder tempo juntando, juntando, juntando. Apenas o suficiente para se sentir seguro, mas não aprisionado. E se a gente tem pouco, é com este pouco que vai tentar segurar a onda, buscando coisas que saiam de graça, como um pouco de humor, um pouco de fé e um pouco de criatividade. Ser feliz de uma forma realista é fazer o possível e aceitar o improvável. Fazer exercícios sem almejar passarelas, trabalhar sem almejar o estrelato, amar sem almejar o eterno. Olhe para o relógio: hora de acordar É importante pensar-se ao extremo, buscar lá d entro o que nos mobiliza, instiga e conduz, mas sem exigir-se desumanamente. A vida não é um jogo onde só quem testa seus limites é que leva o prêmio. Não sejamos vítimas ingênuas desta tal competitividade. Se a meta está alta demais, reduza-a. Se você não está de acordo com as regras, demita-se. Invente seu próprio jogo. Faça o que for necessário para ser feliz. Mas não se esqueça que a felicidade é um sentimento simples, você pode encontrá-la e deixá-la ir embora por não perceber sua simplicidade. Ela transmite paz e não sentimentos fortes, que nos atormenta e provoca inquietude no nosso coração. Isso pode ser alegria, paixão, entusiasmo, mas não felicidade.

— Mário Quintana  (via des-canse)

7:51
Sente-se,
Deixa-me limpar
tuas asas sujas.

— Nirvana. (via vesperum-luna)

7:51
Por isso, sou a favor do jogo limpo. Se uma coisa te feriu e te machucou, diz. Se uma coisa ficou entalada na garganta, cospe. Se uma coisa tá incomodando, tá te apertando, tira. A vida fica mais simples assim.

Clarissa Corrêa.   (via r-o-s-a-s)

11:19
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